Madonna RJ, eu fui!


 Barbara    15 dez : 20:59
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Nem a chuva tirou a animação do público, que lotou o Maracanã no dia 14 de dezembro de 2008

Fotos: Barbara Tostes

Nem a chuva tirou a animação do público, que lotou o Maracanã no dia 14 de dezembro de 2008

A aventura de ir ao show da maior estrela pop do mundo é coisa difícil de se contar. Eu e minha filha Fernanda chegamos ao Maracanã levadas de carona pelo meu cunhado Eurico Toledo (peça rara), que achou ingresso na pista na hora do show, na bilheteria, sem filas! E olha que o meu ingresso eu comprei muuuuito antecipadamente, logo que o site anunciara as vendas. O número do meu primeiro ingresso comprado foi o 00008.

A Fernanda foi ao show "por acaso". Explico: o ingresso dela foi um que tinha dado erro em uma de minhas compras online. Mas o pessoal da empresa responsável pelas vendas entrou em contato alguns dias depois, oferecendo esse "ingresso que tinha dado erro no site". Pronto, ela foi e se divertiu.

Madonna está com seus 50 anos e está com tudo! Li um monte de críticas e bobagens de gente que não gosta dela... nos fóruns, pessoal dizendo que ela estava "morta", que estava pelanca pura... blá, blá, blá. Não! Tudo mentira! Ela aparece no palco saindo de dentro de uma máquina de chiclete, dentro do chiclete virtual. Pula corda e agarra os dançarinos, esfrega em todos eles, beija a mulher vestida de noiva, faz um escândalo.

Nós nos sentamos abaixo das arquibancadas. Falei para a Nanda: "Vamos ficar aqui porque está uma garoa e vai chover". Foi só o apagar das luzes anunciar o início do show... e choveu! Choveu, choveu... O pessoal que estava na cobertura começou a cantar: "Eu, eu, eu, área VIP se fodeu!". Morri de rir! Brasileiro está lá, ferrado, sem grana, mas está dançando e sacaneando o outro na maior.

Madonna começou no seu trono, com "Candy Store", e seguiu à risca o roteiro do show. Ela produz como se estivesse num teatro. E o show é uma coisa grandiosa porque a estrela é perfeccionista e cuida de tudo nos mínimos detalhes.

E parece que não só a "chefe" é tão cuidadosa com tudo. Os assistentes de palco ficavam com um rodo de uns três metros secando cada gotinha de chuva que caía na "pista de dança" da 'rainha'.

Adorei a nova versão de "Borderline", mais animada, mais rock! Madonna também arrasou cantando a música que eu esperava: "She's not me". Rebolou e mostrou a "dança da bundinha" para o público enquanto dizia "She doesn't have what I have". Todo mundo gritava nesses momentos de "close" na popstar, quando os telões mostravam os detalhes.

Madonna está forte, resistente. O "intervalo" que os jornais falavam – e que eu achava que era uma pausa para o público – não passava de alguns minutos com dançarinos fazendo um "número rápido no picadeiro". Era o tempo de Madonna trocar de roupa ou aparecer em outra área do palco. É como assistir o DVD Confessions. A gente acha que foi tudo editado, mas o 'tempo' é aquele mesmo. Uma música após a outra!

O público pulava, batia palmas, descansava. Mas Madonna estava lá, dançando mais que a gente!

Pulei tanto que no outro dia fiquei com dor nas pernas. Valeu a pena. Bem que tinha lido no jornal que era um "ótimo custo benefício" ir ao show da Madonna. É um espetáculo para ir, dançar, pular, suar, cantar. Nem a chuva esfriou os ânimos. Disseram que 70 mil pessoas se amontoaram no Maracanã. Realmente estava lotado. Foi maravilhoso!

A estrela pop soube aproveitar momentos vindos do público. Por exemplo, em determinado momento, numa "pausa", a galera ficou batendo palmas e alguns gritavam "meeeengoooo", e cada um gritando seu time... eu gritei "neeeenseeee" (lógico! hahaha)... e Madonna perguntou: "O que vocês estão cantando?". Ela bem que tentou entender, mas foi esperta. Disse que ia cantar então uma música universitária, de torcedoras, começou a mandar a chuva à merda ("Fuck the rain") e pedia para a multidão falar "iê, iê, iê". No embalo, todo mundo cantou e foi muito lindo de ver toda aquela "interatividade" com a cantora.

Peço agora desculpas ao meu vizinho de cadeira, o cara que ficou na minha esquerda, com os pés virados "às dez para as duas" (posição dos ponteiros do relógio). Por três vezes, eu pisei no pé direito dele, coitado! "Sorry!"... hehehe Depois, ele virou os pés para a frente e dançou e cantou bastante!

Na última música, "Give it to me", os telões mostram "Player 1" e "Player 2" no início da "luta" e, ao final, no "Game Over", nada de BIS. Madonna sai, deixa todo mundo fervendo na chuva e apaga as luzes. Adeus! Foi show!